Tão jovens que eles eram
sergiodiassilva, 26.3.04 0 Comentários







Confundo sempre...
sergiodiassilva, 25.3.04 0 Comentários
Também o conhecem?...
sergiodiassilva, 23.3.04 0 Comentários
Quem terá sido o idiota que começou a primeira "hola" num estádio? Será que algum gajo se levantou a acenar para um amigo que estava no campo e toda a gente o resolveu imitar? Ou terá alguém dito "já sei! podíamos levantar-nos todos sucessivamente, de maneira a parecermos uma onda!".
"A sério, ficava mesmo giro! Foi o Elvis que me ensinou!", dizia ele enquanto era arrastado pelas autoridades.
"A sério, ficava mesmo giro! Foi o Elvis que me ensinou!", dizia ele enquanto era arrastado pelas autoridades.
Are you insecure about your love muscle?
sergiodiassilva, 10.3.04 0 Comentários
Todos os dias recebo dezenas de mails. A minha popularidade chega a todos os cantos deste planeta sem cantos, não há dúvidas disso. Ou melhor, a todos os cantos que falam inglês e/ou que enviam mails em inglês. Mas não me escrevem para me pedir conselhos, ao contrário do que seria de esperar; não, escrevem-me para partilhar tudo o que aprenderam, todas as lições que a vida lhes ensinou, tudo aquilo que me possa ajudar no caminho da felicidade (ao passar um navio...), tudo o que me possa ajudar a enfrentar cada dia que passa com um sorriso nos lábios, agradecendo por estar vivo e por tudo aquilo que faz parte do meu mundo estar em perfeito equilíbrio e harmonia, num nirvana que me permita ser tudo aquilo que sempre sonhei, tudo aquilo que sempre desejei.
Essa colaboração chegou a tal ponto que já tenho uma caixa de correio só para essas missivas altruístas que procuram ajudar-me. Em suma, se alguém precisar de informações sobre:
> como obter stocks ilimitados de medicamentos e ficar rico a fazê-lo;
> alterações ao tamanho da respectiva genitália e ficar rico a fazê-lo;
> como pagar todas as dívidas e ficar rico a fazê-lo;
> alterações à forma da respectiva genitália e ficar rico a fazê-lo;
> como ter crédito ilimitado e ficar rico a fazê-lo;
> alterações à cor da respectiva genitália e ficar rico a fazê-lo;
> como viver num apartamento de luxo e ficar rico a fazê-lo;
> dar formação universitária à respectiva genitália e ficar rico a fazê-lo;
estou certo que devo conseguir reunir alguma informação que lhe interesse, assim como uma série de contactos e websites apropriados a ajudá-lo. Já agora, alguém conhece algum filtro para bloquear publicidade no mail?...
Essa colaboração chegou a tal ponto que já tenho uma caixa de correio só para essas missivas altruístas que procuram ajudar-me. Em suma, se alguém precisar de informações sobre:
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estou certo que devo conseguir reunir alguma informação que lhe interesse, assim como uma série de contactos e websites apropriados a ajudá-lo. Já agora, alguém conhece algum filtro para bloquear publicidade no mail?...
Ainda não foi desta
sergiodiassilva, 3.3.04 0 Comentários
"Se há um problema de saúde pública causado pela lei penal; se esta lei não defende o embrião nem o feto, pois os abortos fazem-se aos milhares; se, consequentemente, a lei penal produz maiores males do que aqueles que diz querer evitar, então é porque a lei não cumpre os seus fins.
(...)
Uma lei com a qual o Estado se torna fautor de violência contra as mulheres. Que se vêem forçadas a recorrer à interrupção da gravidez, independentemente da classe social, convicção religiosa e política. E só há uma solução. Legalizar a interrupção da gravidez quando efectuada no 1º trimestre, por decisão da mulher. Não há outras alternativas, que são falsas alternativas, porque mantêm a clandestinidade e a insegurança do aborto e não resolvem o problema de saúde pública. Não são alternativas, pois continuam a pressupor a culpa das mulheres soluções adiantadas das bandas do CDS que chegou a admitir (...) uma espécie de lapidação em praça pública das mulheres que abortassem. Basta de penas infamantes.
(...)
Afirma-se, com despudor, que onde se despenaliza a IVG, aumenta continuamente o número de abortos. O que é manipulação de estatísticas. Na base de tal posicionamento está um forte preconceito anti-feminino que outrora animou a tríade Deus Pátria e Família. Porque abortar é um verbo que se conjuga no feminino, reeditam-se argumentos fundados num forte preconceito contra as mulheres... Porque entendem que as mulheres abortam por razões fúteis. Porque continuam a entender, ainda no século XXI, que a mulher não sabe usar da sua autonomia, que não sabe tomar decisões responsáveis.
(...)
Podem classificar-se de fúteis as mulheres que abortam porque (como diz a OMS) são muito novas ou muito pobres para criar uma criança; porque entraram em conflito com os seus companheiros, porque são vítimas de violência, porque estão desempregadas, porque não desejam um filho enquanto não acabarem o curso, porque têm de estar inteiramente disponíveis para o trabalho e têm de trabalhar para a subsistência da família; porque não lhes é garantido um adequado acesso aos serviços de planeamento familiar, porque são insuficientes estes serviços, porque os métodos contraceptivos falharam; porque têm de ver renovado o seu contrato a prazo; porque estão maioritariamente representadas na alta taxa de pobreza de que são vítimas os trabalhadores portugueses? Estas não são razões frívolas.
(...)
Porque existindo uma relação inequívoca de causa e efeito, entre as leis proibitivas da IVG e aquelas consequências, a solução é legalizar, única forma de tornar o aborto seguro. Assim se respeitando a dignidade e os direitos humanos da Mulher. O direito à maternidade consciente, logo, direito a uma gravidez desejada e planeada. O Direito ao livre desenvolvimento da sua personalidade. O direito à liberdade de decisão. O direito à vida e à liberdade. O direito à segurança. O direito à dignidade. Não é Portugal um Estado de Direito Democrático fundado na dignidade da pessoa humana?
(...)
Ora, constatadas as diversas opiniões sobre o início da pessoa humana, não pode, um Estado de Direito, tomar parte na querela, impondo a toda a população, as concepções filosóficas e religiosas de alguns. Isso é característico de um Estado autoritário.
É tão simples quanto isso."
Odete Santos, deputada do PCP, no debate desta tarde no Parlamento
(...)
Uma lei com a qual o Estado se torna fautor de violência contra as mulheres. Que se vêem forçadas a recorrer à interrupção da gravidez, independentemente da classe social, convicção religiosa e política. E só há uma solução. Legalizar a interrupção da gravidez quando efectuada no 1º trimestre, por decisão da mulher. Não há outras alternativas, que são falsas alternativas, porque mantêm a clandestinidade e a insegurança do aborto e não resolvem o problema de saúde pública. Não são alternativas, pois continuam a pressupor a culpa das mulheres soluções adiantadas das bandas do CDS que chegou a admitir (...) uma espécie de lapidação em praça pública das mulheres que abortassem. Basta de penas infamantes.
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Afirma-se, com despudor, que onde se despenaliza a IVG, aumenta continuamente o número de abortos. O que é manipulação de estatísticas. Na base de tal posicionamento está um forte preconceito anti-feminino que outrora animou a tríade Deus Pátria e Família. Porque abortar é um verbo que se conjuga no feminino, reeditam-se argumentos fundados num forte preconceito contra as mulheres... Porque entendem que as mulheres abortam por razões fúteis. Porque continuam a entender, ainda no século XXI, que a mulher não sabe usar da sua autonomia, que não sabe tomar decisões responsáveis.
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Podem classificar-se de fúteis as mulheres que abortam porque (como diz a OMS) são muito novas ou muito pobres para criar uma criança; porque entraram em conflito com os seus companheiros, porque são vítimas de violência, porque estão desempregadas, porque não desejam um filho enquanto não acabarem o curso, porque têm de estar inteiramente disponíveis para o trabalho e têm de trabalhar para a subsistência da família; porque não lhes é garantido um adequado acesso aos serviços de planeamento familiar, porque são insuficientes estes serviços, porque os métodos contraceptivos falharam; porque têm de ver renovado o seu contrato a prazo; porque estão maioritariamente representadas na alta taxa de pobreza de que são vítimas os trabalhadores portugueses? Estas não são razões frívolas.
(...)
Porque existindo uma relação inequívoca de causa e efeito, entre as leis proibitivas da IVG e aquelas consequências, a solução é legalizar, única forma de tornar o aborto seguro. Assim se respeitando a dignidade e os direitos humanos da Mulher. O direito à maternidade consciente, logo, direito a uma gravidez desejada e planeada. O Direito ao livre desenvolvimento da sua personalidade. O direito à liberdade de decisão. O direito à vida e à liberdade. O direito à segurança. O direito à dignidade. Não é Portugal um Estado de Direito Democrático fundado na dignidade da pessoa humana?
(...)
Ora, constatadas as diversas opiniões sobre o início da pessoa humana, não pode, um Estado de Direito, tomar parte na querela, impondo a toda a população, as concepções filosóficas e religiosas de alguns. Isso é característico de um Estado autoritário.
É tão simples quanto isso."
Odete Santos, deputada do PCP, no debate desta tarde no Parlamento
Fim de Tarde
sergiodiassilva, 1.3.04 0 Comentários
Vila Nova de Cerveira, 28.12.03
Sempre me disseste que era do fim de tarde que gostavas mais. Não da noite, não do dia, mas sim desse momento em que o fim e o início se confundem e diluem em tons quentes. Quando via o pôr-do-sol do cimo desta montanha, lembrava-me sempre das tuas palavras, da forma como descrevias a esperança que envolvia o momento em que o sol tocava o horizonte. “A noite vai ser melhor que o dia” dizias sempre, mas no fundo o que te mantinha viva era a expectativa e não o momento – porque a felicidade não se sente, espera-se. E sim, tu eras feliz enquanto esperavas a noite, eras feliz porque a esperavas. Mas a noite era sempre igual ao dia, uma sucessão de cores e formas desfocadas que não conseguias identificar. Nessas alturas choravas baixinho e eu, mesmo longe, era capaz de sentir o teu tom salgado. Sei que acabavas por adormecer e nos teus sonhos a noite nunca chegava e o dia nunca acabava – era sempre, sempre fim de tarde.
Texto: Nô